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5 obras que inspiraram Kalciferum

Vários autores não gostam de falar de suas inspirações, talvez por evidenciar como a mente dos artistas funciona, mas para você que ainda não adquiriu a obra Kalciferum – Demônios, Bruxas e Vagantes, pode ir se preparando para o que vem por aí.

Gosto demais de consumir diversas mídias e sou doido por aquelas que mostram o lado oculto da nossa sociedade. Brincam com o imaginário popular adaptado a tempos contemporâneos.

Separei 5 obras das quais curto e que trazem um pouco do espírito do livro. Espero que isso deixe você animado para entrar nesse mundo que trabalhei com tanto carinho.

Constantine (Filme)

Certo, estou sendo polêmico. Gosto do filme que adapta o anti-herói sombrio do selo Vertigo para as telonas. Mesmo com Keanu-Reeves-Fazendo-Ele-Mesmo.

Sei que os fãs de Hellblazer não costumam levar esse filme em consideração, por diversas adaptações do clássico quadrinho, como levar a história para os Estados Unidos ao invés de permanecer na Inglaterra (pior erro do filme). Mas ainda sim, considero que parte do clima da HQ está aqui. E como já tenho uma indicação de quadrinhos, decidi homenagear o mago azarado da melhor forma que pude.

Vale a assistida.

Filhos de Anansi – Neil Gaiman (livro)

Devo confessar que esse livro era o que estava debaixo do meu braço como J.K. Rowling tinha Senhor dos Anéis enquanto escrevia Harry Potter. Apesar de Deuses Americanos ser considerado o melhor do Neil, eu me diverti mais com Filhos de Anansi e sua trama despretensiosa. Que leva um ser humano normal na presença dos deuses de outrora enquanto tenta resolver sua vida e negar seu passado.

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Noragami (Anime)

Quem ler o livro vai perceber que sou fã da cultura japonesa de maneira geral. Principalmente em três capítulos que se passam em um bairro tradicional de influencia oriental.

Noragami conheci depois de já ter parte da trama de Kalciferum idealizada, mas quando o vi tive certeza que poderia ser uma obra irmã.

Nesse mundo, deuses coexistem com os seres humanos e precisam ainda da força da fé para se manterem ativos e fortes. Yato é um deus praticamente esquecido e rebaixado, que faz pequenos deveres domésticos para se manter vivo.

Hellboy (Quadrinhos)

Não podia deixar de citar Hellboy nessa lista. O garoto demônio com décadas de existência e mais melancólico do que nunca (diferente de sua contraparte do cinema). É impossível não elogiar Mignola por seu roteiro e arte, são duas coisas que combinam muito bem, tanto que acho estranho outro artista trabalhar o personagem.

Não tem como falar de uma trama específica sem dar spoilers, mas o bacana de Hellboy é como ele trabalha a mitologia (principalmente europeia) de maneira magistral, enquanto uma organização que combate problemas sobrenaturais tem como membro importante nosso garoto vermelho.

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Berserk (Mangá)

Nunca houve uma obra que levasse tudo o que Berserk é no mangá para outras mídias. Seja no anime dos anos 90, seja na trilogia de filmes do arco de ouro ou até essa nova animação com aquele CG monstruosamente esquisito.

O fato é que esse mangá é uma obra para se levar para a vida. Onde sua trama gira em torno do espadachim negro com a espada gigantesca e tem como objetivo esmagar seres chamados de apóstolos (como demônios nesse mundo). Com diversos arcos narrativos, desde seu passado, até sua sina presente, temos diversas influências europeias nesse que é uma das obras primas de todos os tempos.

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About the author: Andrei Fernandes